Maria é feita de hipérboles, banhada em exageros e baseada em extremos. Ela ri demais, chora demais, sofre demais e é feliz demais: tudo por uma pessoa só, num dia só, por uma coisa só.. tem vários eus em si. E, ah, vê esses eus como ninguém. Enxerga defeitos e qualidades que talvez nem estejam lá, se pinta com suas próprias cores em seus pincéis deformados. Mas se vê em seu espelho pessoal e mantém uma relação de amor e ódio circular. Sentimentos dos quais não sabe medir antes de usar -e abusar-. Gosta de amar até judiar o pobre coração, e quando odeia, odeia tanto que as vezes chega a pensar que o sentimento só vem para balancear.
Ela vive demais, se arrepende demais e arrisca demais. É, Maria é feita de hipérboles, banhada em exageros e baseada em extremos. E para melhorar isso, tenta ser pouco.. Mas acabou sendo pouco
demais.