quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Como Frida
Me deito, não me movo
Respiro Khalada, sofrida

E de novo,
Com morbidez eu me pinto
Me pinto com palavras, versos e pontos

Da ponta do lápis, jorra o que eu sinto
No papel vive a dor, vive o amor
E do uísque que bebíamos,
De vivo, só resta o odor

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Respiro para não morrer
Durmo para não viver;
Os remédios me descem pela garganta
Como uma palavra não dita
Uma dor que não sangra

Em mim um câncer cresce
Se aloja e me enebrece
Um buraco, uma massa, um fio
Um câncer chamado vazio

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Mãos em vão
Desatam os nós
Nós que nos prendem
Nos prendem a nós
Nos prendem a sós

Nossas veias se confundem
Em uma só, se difundem
Não sei mais quem sou, ou quem eres
Só sei que teu prazer me enlouquece
E tua dor, amarga, me fere