segunda-feira, 5 de setembro de 2011
O fim.
A ambivalência causou um curto circuito no seu corpo jovem, e as cicatrizes de duas décadas intensas trituraram os frágeis ossos que viviam por trás da pele pálida e seca. Ao tentar esconder o que sentia, Alice acabou criando um labirinto na sua mente, invendável até para ela própria. Unhas roídas, cabelos emaranhados e olheiras destacando-se na base de olhos azuis exaustos. O retrato de uma vida terminada antes mesmo de começar. Uma faca pendia das mãos trêmulas da mulher, e na medida em que as vozes na sua cabeça aumentavam, mais a lâmina se aproximava do seu coração. Um sorriso estampou-se na face cansada de Alice, e num último suspiro, sentiu seu peito sendo perfurado. E então, ela caiu. Como vilã e mocinha, assassina e vítima.
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