segunda-feira, 2 de abril de 2012

Seu corpo ficou desenhado no meu edredom. A marca das suas unhas ainda latejam nas minhas costas, e o cheiro do seu suor continua nas minhas coxas. A paixão queima junto ao sol que entra na janela. Abro meus olhos devagar e me lembro de ontem à noite. A sua doçura escorrendo nos beijos que desciam por todo o meu colo; Seus olhos, cravejados por olheiras, fixados no meu prazer; Nossas veias se misturando; As bitucas de cigarro, caindo levemente no cinzeiro; Seu corpo sendo despejado no meu. Abro os olhos de novo e vejo que você não está mais. No canto da cama, um bilhete com sua letra rasurada. ''Perdão.''. E então minha visão fica borrada de lágrimas, escorrendo nas minhas bochechas exaustas de tanto sorrir quando estava aqui. A solidão me abraça, e sussurra: Isso é o que sempre acontece. Por que tu esperastes algo diferente?