quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Quando você se foi
O céu chorou chuva
A pele sangrou dor
A solidão se isolou
E a menina que sorria,
Cansou

Quando você se foi
A flor murchou
O espinho feriu
E cada ferida fechada
Uma por uma, se abriu

Quando você se foi
O violão desafinou
O samba acabou
E com tanta nota triste,
Cada poeta desabou

Quando você se foi
Já não tinha mais amor
Fiquei só, sozinha
E de repente sua dor
Se transformou em minha
Mar tem lua em câncer. Astros a iluminam: capricórnio acende seu sol, e touro, seu ascendente. Tem como companhia sua solidão, o oceano pessoal no qual a moça nada. Seu coração se inunda no caos das emoções, e artérias vermelhas seguem labirintos para irrigar seu corpo. Seus lábios, também cor de sangue, murmuram canções mortas, e a pele amarela de suas pernas faz as vivas dançarem. Mar cambaleia em suas próprias ideias, sempre com peso nos ombros, fumaça nos pulmões e cicatrizes no corpo. Mar anda por aí cheirando a incenso, tabaco e suor. Mar vem, Mar vai, Mar-ia.
Á minha cabeça veio um click
Uma luz, um som, um ser
Então o silêncio tapou-me os ouvidos
A partir naquele momento,
Meu ser transbordou de tanto eu
Poesia astrológica (vênus em aquário)
 Intensos e efêmeros
Passageiros no seu Vênus
Vivem em aquários, plenos
Amantes sem tarjas ou gêneros
Nadam no vácuo da liberdade
Nadam em dor
Nadam em flor
Nadam na mais boêmia felicidade